Não é Dobrável… É Desmontável…

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Olá, pessoal.

Sempre tive como certa a idéia de que o futuro repousa no colo das bicicletas. Ao menos no que se refere às grandes cidades do mundo, dou isso como certo. A cada dia uma nova idéia se instala no mundo ciclístico, com vistas a tornar o uso das magrelas sempre mais fácil, prático e divertido. Basta olhar para as bicicletas dobráveis e para as “e-bikes”(as elétricas).

Mas uma empresa de design indiana decidiu dar “aquele” passo mais largo, criando a bicicleta desmontável KIT BIKE, que é essa aí em cima na abertura do post. Ela é toda feita em tubos de alumínio, usa uma correia dentada como transmissão, pode ser desmontada ou montada por um único lado e… possui um sistema de encaixe bastante inovador. Daí você me pergunta como ela fica desmontada, que é o que mais interessa, né? E eu te mostro essa foto aqui, ó…

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Depois de desmontada, a Kit Bike se torna esse pequeno montinho de “troços” com duas rodonas ao lado. Genial, né?

Gostaram? Então, vamos lá…

A Kit Bike é um exercício conceitual do estúdio de design indiano LUCID DESIGN, que decidiu apoiar sua criação no conceito “bike in a bag” (bike em uma bolsa, literalmente), e que pudesse ser desmontada e acondicionada em uma espécie de mochila circular. Desmontada – como na foto – ela se transforma, miraculosamente, de uma bicicleta em um monte com exatas 21 peças, que para ser novamente montada, você só precisa “girar e travar” um tubo no outro.

A mochila circular é essa aí, ó... de couro, hein?... Refinado...

A mochila circular é essa aí, ó… de couro, hein?… Refinado…

O diretor de criação da empresa, Amit Mirchandani, achava as bicicletas convencionais muito estranhas em todos os aspectos de transporte que não fossem quando nós estivéssemos sentados em cima delas, pedalando. Assim, a Kit Bike é composta de tubos de alumínio que se prendem a cubos de aço por um lado apenas, facilitando a montagem e tornando-a menos complexa do que as “dobráveis” na hora de trocar o modal para o ônibus, o táxi, o trem, o metrô ou simplesmente encher o saco de pedalar e decidir colocá-la nas costas e caminhar um pouco.

Os encaixes

Os encaixes “muito doidos” da Kit Bike.

A LUCID DESIGN não tem, até o momento, intenção de porduzir a Kit Bike. Ela deve permanecer como um protótipo, ao menos por enquanto, mas… claro!… eles não descartam a possibilidade de produção em médio prazo.

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Pedivela com “belt-ring” ao invés do convencional “chain-ring”.

O uso de correias dentadas em biciletas deve se consolidar daqui pra frente, principalemente no uso urbano e cicloturismo. Sem imundície… Sem barulho… Com uma leveza “estranha” para quem passou a vida na correntona de aço.

Além disso, a bicileta é de uma elegância e fluidez que chegam a deixar a gente irritado por não ter uma em casa. Saca, só…

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Ela mal nasceu, mal teve tempo de chorar e já ganhou um prêmio de design, o RED DOT 2014 DESIGN AWARD. O que, aliás, não me admira. O conceito é sensacional, principalmente para aqueles que não acham as bicicletinhas dobráveis lá uma flor de formosura e beleza. Que o Antigão não leia isso, kkkkkk…

Espero que tenham gostado.

Grande abraço.

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E o Comentário Virou Post…

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Qual mãe, em seu perfeito estado mental, se exporia a esta verdadeira “tentativa de homicídio de incapazes” pelas ruas das cidades brasileiras? Nenhuma, claro. Mas na Holanda, nada mais corriqueiro.

À propósito da visita e comentário da Claudine Bernardes (http://acaixadeimaginacao.com/) sobre meu post “O Ciclo Turismo de Luto”, onde por sugestão dela decidi postar meu comentário, gostaria de esclarecer que este é apenas o meu ponto de vista.

Muitos podem – e vão mesmo – me achar “radical” ou “xiíta” demais com relação ao automóveis, mas… sinto muito. Não vejo como se viver nos grandes centros urbanos do mundo num futuro muito próximo, se não através do total impedimento da circulação dos automóveis por determinadas áreas centrais das cidades. Estas áreas centrais devem ser de uso exclusivo de veículos de serviços públicos (limpeza urbana, serviços de sáude, segurança, transporte público de massa etc.), motocicletas e ciclomotores (preferencialmente elétricos) e bicicletas (elétricas ou não). Só.

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Não são só pobres… Não são só desportistas… São pessoas cuidando de seus afazeres diários sem poluir, sem engarrafar e cuidando da própria saúde. Apenas isso.

Não se trata da “opinião pessoal” de cada um ou de “exercer seu direito” de usar um automóvel que comporta quatro ou cinco passageiros, sozinho. E uma questão de bem comum e qualidade de vida PARA TODOS.

Utopia? Sonho? Devaneio? Loucura? Claro que não! Seria mais fácil achar loucura se um sujeito chegasse pra mim e dissesse que está afim de mandar uns caras até a lua para dar uma caminhada de boberex e ver como estão as coisas por lá. E nós já fizemos isso há uma cacetada de décadas atrás. Hoje tem até uma “estação” flutuando no espaço… com gente morando dentro e tudo!

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Na Holanda, o país implantou a hegemonia ciclística à despeito das poucas vozes contrárias.

É possível e é factível. E é possível e factível aqui no “terceiro mundo” sim, embora eu ainda não saiba bem como é esse troço de “primeiro”, “segundo”, “terceiro”, “quarto” mundo… Achava que fosse UM MUNDO SÓ, mas… vai saber! O que torna essas ações “impossíveis” é a falta de vontade. É a falta de coragem em quebrar paradigmas extremamente lucrativos para uma minoria e extremamente prejudiciais para a maioria.

Mas daí você pode perguntar: por quê a MAIORIA se deixa prejudicar pela MINORIA, ora bolas?!

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Em Londres, a coisa já é tratada como tráfego comum, com regras, legislação e tudo mais. Os problemas existem, afinal, são seres humanos que pedalam, mas… economia, ecologia e saúde à vontade.

A MINORIA é muito esperta e inteligente. Ela imprime um estilo de vida duro, repetitivo, sem muita estabilidade, sem muita segurança e sem muito TEMPO DISPONÍVEL para a MAIORIA, fazendo com que ela, a MAIORIA, não faça aquilo que seria o fim das vantagens da MINORIA: PENSAR!

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Imagens como esta… só num domingo… à título de lazer…

Sem pensar, a MAIORIA aceita de forma tácita que, “qualidade de vida” é um grande, belo e bem equipado carrão para que você possa ficar preso no trânsito durante a hora ou duas que leva para ir até o seu trampo, enquanto os “sem qualidade de vida” – OS SEM GRANA – se divertem dentro de um trem superlotado, um metrô capenga, um ônibus que é uma piada ou… ANDANDO DE BICICLETA, que como meu amigo e mentor, Elvis Barbosa (https://blogdoalcaide.wordpress.com/), O Alcaide de Ilhéus, Bahia, costuma dizer, é o veículo que os políticos pensam ser destinado aos pobres se locomoverem.

Ciclovias e ciclofaixas no Brasil são focadas no lazer. Via de regra, truncadas, sem continuidade e operadas em conjunto com transportes públicos sofríveis.

Segue aí o comentário que virou post.

Espero que gostem.

Grande abraço à todos.

“Claudine.

Primeiro de tudo, obrigado pela visita e comentário. Retribuirei, com certeza.

Pois, é… essa tragédia com essa menina me deixou algumas impressões bem fortes. Acho que a constatação de que a vida pode realmente ser muito cruel e impiedosa é a maior delas. Veja… ela saiu da bastante consistente segurança de sua terra para conhecer o mundo – ou parte dele – em cima de uma bicicleta. Não estava fazendo nenhum mal a ninguém, muito ao contrário, estava difundindo um modo de vida saudável, respeitoso ao planeta e extremamente sociável. Perdeu a vida de uma forma injusta, num canto esquecido pelo progresso social e educacional e regido pela “justiça” da desonestidade e do poder. Pelas mãos de um irresponsável, que como punição, pagará alguns tostões pelos serviços de um advogado para no fim das contas, gastar mais alguns tostões em cestas básicas, quando muito, e se acontecer. Lamentável, para se dizer o mínimo, né?

Interessante mesmo é quando você fala que “até achava normal” ter os veículos passando alguns centímetros da sua cabeça, e que só foi entender o absurdo que isso significava quando mudou-se para a Espanha. Você resumiu bem um clichê usado para definir os países subdesenvolvidos: “A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO”.

Aqui no Brasil, vivemos achando normalíssimo que as ruas, avenidas, estradas, calçadas, cidades e até o interior de casas, lojas e escritórios sejam de propriedade exclusiva e soberana dos automóveis. Eles podem tudo. Até mesmo subir nas calçadas, entrar nas casas e lojas, e passar por cima de nós quando decidirem que é hora de fazer isso. O que dirá das ruas, avenidas e estradas? Lá, eles têm a licença de morte sem punição.

Muito se fala ao redor do mundo sobre o problema das armas de fogo, mas, esquece-se do problema ainda maior das armas com motor à explosão, os veículos. Eles matam mais que armas em guerras e violência urbana e, de quebra, ainda nos dão totalmente “de grátis” a poluição do ar. Grande negócio, não?

Mas os automóveis – assim como as armas de fogo – não saem por aí matando gente. Meu carro mesmo passou esta semana sozinho na garagem e não saiu de casa uma vez sequer para nada. Nem matou ninguém!

O problema somos nós mesmos. Conheço muitos ciclistas diletantes e praticantes que quando sentam ao volante de seus automóveis, transformam-se em competidores e pilotos de prova em disputa de um grande, enorme e magnífico prêmio: vencer a si próprios e seus complexos de inferioridade adormecidos em suas entranhas. Eu mesmo, na juventude, quando a gente se acredita “imorrível”, já cometi meus pecados contra ciclistas indefesos, tendo sempre sido um deles. E posso garantir que não passo muitos dias sem me recordar desses momentos e me sentir um grande idiota por não poder voltar ao passado e consertar isso.

Tenho acompanhado algumas atitudes e mudanças com relação ao ciclismo como meio de transporte pessoal – principalmente na Inglaterra e aí na Espanha – e só vejo aumentar a distância do Brasil em relação à uma educação mínima sobre isso. Muito mínima mesmo. Em termos de uso da bicicleta como veículo de transporte, Inglaterra e Espanha estão para o Brasil assim como nós estamos para as amebas mais primitivas. E isso sem mencionar países como Holanda, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Bélgica etc. É desanimador, Claudine…

Bem… chega de lamentação, não é? Grande abraço, tudo de bom e bons pedais pra ti e todos aí.

Mais uma vez, obrigado.”

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Enquanto isso… Lá na Inglaterra…

“Governo Está Revendo as Sentenças Atuais para Crimes de Direção Perigosa”.

Bela manchete, não? É, mas nem precisam ficar animadinhos. O “governo” aí no caso não é o noso governo, mas sim, o governo da Inglaterra.

Ano passado, os ciclistas John Morland e Kris Jarvis perderam a vida pelas mãos de um motorista – Alexander Walter – que guiava em alta velocidade um carro roubado. Tracey Fidler e Hayley Lindsay, noivas das vítimas, lançaram uma petição on line pela revisão das penas relativas à questão da direção perigosa, obtendo 102.000 assinaturas, visando modificar a pena vigente, um máximo de 14 anos de prisão concorrente por vítima, para um máximo ainda de 14 anos de prisão por vítima, porém, a serem cumpridos de forma consecutiva. O autor cumpriria uma pena para cada vítima fatal.

Encaminhada a petição à Câmara dos Comuns, ela foi imediatamente aceita, e entrará na fase de apreciação popular dentro em breve.

O representante trabalhista Jim Fitzpatrick, não só apoiou a medida, como ainda foi mais longe, alegando que a linguagem e as definições para este tipo de crime devem sempre ficar bem claras na lei, pois, “estamos falando de uma causa evitável, uma vez que pessoas sob efeito de drogas, álcool, utilizando celular ao volante ou em alta velocidade, tomaram decisões deliberadas que impactaram diretamente sobre a vida de outros, fazendo com que, sob essa ótica, essas ocorrências deixem de ser apenas acidentes”.

Belos representantes, não? Já imaginaram se nós tivéssemos políticos assim? Representantes de verdade, preocupados com a vida e com o bem comum? Que levassem minimamente à sério a perda de duas vidas e uma petição on line com “apenas” 102.000 assinaturas? Por estas bandas, só à custo de muita insistência de alguns grupos mais engajados é que a população consegue obter alguns metros de ciclovias ou ciclofaixas, mesmo assim, truncadas, voltadas em sua maior parte para o lazer e, sempre, conectadas à serviços de transporte público ineficientes, desconfortáveis e sem infraestrutura para o ciclista-trabalhador. E muitas vezes, enfrentando a ira de boa parte da sociedade, que se sente ofendida quando se tira alguns milímetros dos soberanos das ruas, avenidas e estradas: os automóveis.

Mas alterar as leis “apenas” porque dois ciclistas perderam a vida?! Ora, mas que absurdo! Se ainda fosse uma ator ou atriz famosos… Um membro do judiciário… Um político… Mas, gente comum?! Nem pensar! A lei está boa como está.

Por aqui, uma maneira simples de cometer assassinato e sair “numa boa” é se valer de arma mais mortífera e letal que existe: O AUTOMÓVEL. Com ele em suas mãos, você passa a ter uma licença tácita para matar, pois a pena se resume ao pagamento de algumas cestas básicas ou, dependendo de uma série de fatores, “serviços comunitários”. Isso, claro, dependendo dos recursos financeiros disponíveis para um advogado “do bom” e de seu círculo de amizades na justiça.

Na inglaterra, duas mulheres se sentiram desrespeitadas pelo Estado, que imputou uma pena de prisão “apenas” concorrente ao assassino de seus noivos, fazendo o criminoso pagar por uma morte quando na verdade foram duas as vítimas. Organizaram-se; reuniram apoio à causa; encaminharam o pedido aos legisladores e… foram atendidas!

Isso me faz lembrar o longo – e incerto – caminho de ainda temos de percorrer até a mais tenra infância da verdadeira justiça.

Grande abraço à todos.

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HELIX – Uma Dobrável Diferente

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As bicicletas dobráveis são realmente uma criação muito prática. Principalmente para o uso multimodal urbano, onde pedala-se com ela; anda-se de ônibus com ela; anda-se de metrô com ela; anda-se de táxi com ela; e, claro, anda-se em nosso próprio carro com ela.

Interessante reparar que elas ganharam mais um uso que não é assim tão comum: o cicloturismo.

Leio diversas revistas de ciclismo e aventuras com certa freqüência e é um tanto raro ver alguém utilizando as “vintinhas” ou “dezeseiszinhas” para cobrir longas distâncias. Meu amigo e mentor no meu blog, Waldson Gutierres é um dos poucos que conheço.

Além disso, as dobráveis têm algumas desvantagens – embora todas sejam discutíveis e subjetivas pá caramba. Do rodado menor – que para alguém acostumado às rodas 700 das bikes de cicloturismo, pode até ser motivo de excomunhão, uma boa benzida, ou uma surra bem dada com vara de goiabeira verde – passando pelo peso e pelas dobradiças desconfiáveis (alguns alegam). Assim, pensando em um projeto que pusesse suas rodas na próxima geração de dobráveis, um canadense decidiu queimar alguns de seus neurônios para transformar isso em realidade.

Baseados em Toronto, Canadá, A HELIX é fruto dos devaneios criativos de Peter Boutakis, um desenvolvedor de softwares, soldador e operador de máquinas, que projetou a dobrável que tem a intenção de pegar para si o título de a melhor dobrável do planeta. Boutakis focou seu projeto em cima das seguintes premissas: uma dobrável mais leve; menor; mais segura; multipropósito.

FICHA TÉCNICA

Frame, fork and swingarm 3Al-2.5V CWSR titanium
Headset TBA
Stem TBA
Handlebar TBA (31.8mm clamp diameter, 580mm width)
Brake Levers TRP Spyke
Cables Internally Routed
Seatpost TBA
Saddle Fabric Scoop Elite Radius (142 x 282)
Seatclamp TBA
Brake Calipers TRP Spyre
Brake Rotors Shimano SLX Front RT66, Rear RT67 (160mm)
Front Hub (32h) TBA
Wheels TBA
Tires Kenda Kwest 24″ x 1.5″ (ETRTO 40-507)
Folded Dimensions 23″ x 26″ x 9.5″
Maximum Weight Limit 250 lbs (113 kg)

Além disso tudo aí, para os que se reservam o direito de poder não querer se aborrecer com uma pá de pinhões amontoados um por cima do outro e, à título de bônus, sair do farol vermelho depois de ter trocado para a marcha mais leve parado, existe a opção do SHIMANO ALFINE 11, que eu modestamente já tive o prazer de experimentar e posso garantir que ele só tem uma defeito: é caro. E com relação à ele, o Elvis Barbosa pode falar mais, pois acaba de montar um na sua bike.

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Acima a HELIX completamente “folded”. Se é mesmo a “menor do universo”, eu não sou o mais indicado para dizer. Provavelmente o Waldson “Antigão” Gutierres (http://pneunaestrada.blogspot.com/) possa dar um pitaco ou outro, afinal, ele já tem boas horas de vôo em cima de uma dobrável e com ela no bagageiro de ônibus interestaduais. A mim parece bem compacta quando está dobrada, no entanto, com o aparecimento das “dezesseiszinhas”, nunca se sabe…

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Segundo o pai da criança, Mr. Boutakis, um dos pontos altos da inovação da HELIX são as “dobradiças”. Um sistema de molas e “tubos sobre tubos” é tido e alegado como muito mais seguro que as “dobradiças” convencionais e impedem que a bike tente dobrar-se por vontade própria enquanto você estiver em cima dela. Vai saber… Alguém aí já tentou dobrar uma dobrável enquanto andava nela? Se, sim… apresente-se, por favor.

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Acho que o titânio dispensa apresentação e comentários. Houve época em que os mais doidões na América roubavam, subornavam, imploravam e choravam para arrumar algum titânio na NASA e em seus fornecedores. Hoje, advinhem?… claro!… a China, como sempre. Lá na China eles vendem tubos de titânio para você fazer a sua ou… o quadro já pronto. Eu inclusive acho que este aí do Sr. Boutakis deve ter um forte sotaque de mandarin. No entanto, não é porque vem da China que custa preço de banana. Titânio é maravilhoso para bikes, mas é caro.

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Agora vamos ao que realmente importa, certo? Sim, pois todo ciclista realmente apaixonado só precisa e quer ter UMA BICLETA APENAS: TODAS! Isto posto, é claro que todos ficamos de olho gordo na filha do “Seu” Boutakis. Achamos linda, bonita e gostosa e, claro, gostaríamos de tê-la em nossa casa. Porém…

O “FAZ ME RIR”…

CÂMBIO DE 10 VELOCIDADES
Shifter Shimano Zee M640 Rapid Fire
Rear Derailleur Shimano Zee M640 Shadow+ 10 Speed
Rear Hub Shimano Zee M640 135mm x 12mm thru-axle, 32 hole
Crankset SRAM S350-1 (GXP, 165mm crank arms, 42t)
Cassette Shimano SLX HG81 10 Speed (11-36t)
Approximate Weight 21.1 lbs (9.57 kg)
Kickstarter Pre-order Price $1300 USD (Regular $1600)

CÂMBIO INTERNO DE 11 VELOCIDADES
Shifter Shimano Alfine Rapidfire Plus SL-S700
Crankset SRAM S350-1 (GXP, 165mm crank arms, 38t)
Rear Hub Alfine SG-S700-L (11 spd)
Chain Tensioner Shimano Alfine CT-S500L
Approximate Weight 23.7 lbs (10.75 kg)
Kickstarter Pre-order Price Alfine 11: $1600 USD (Regular $1900)

SINGLE SPEED
Rear Hub Shimano Zee M640 135mm x 12mm thru-axle, 32 hole
Crankset SRAM S350-1 (GXP, 165mm crank arms, 42t)
Rear Sprocket 18t
(can be replaced with a larger or smaller sprocket or converted 9, 10 or 11 speed derailleur)
Chain Tensioner Shimano Alfine CT-S500L
Approximate Weight 20 lbs (9.57 kg)
Kickstarter Pre-order Price $1200 USD (Regular $1500)

Atentem que o peso das crianças está na ficha técnica, mas, gira em torno dos 9 quilos, e este é mais um item que talvez o Antigão possa dar um pitaco nos comentários para nós, mas… é leve. Ao menos para cicloturismo.

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Acima vocês podem ver duas HELIX guardadas na mala de um MINI MORRIS, onde o “MORRIS” pode ser debitado na minha conta pessoal, pois sou do tempo em que os MINI eram MORRIS mesmo.

E os preços? Bem, eles aceitam pedidos pelo site da empresa (www.ridehelix.ca) e despacham para qualquer lugar do mundo – até para o Brasil. O problema aqui são os impostos, que devem deixar a HELIX bem carinha mesmo.

É isso… De resto, gostaria de uma opinião de alguns amigos “operadores” de blogs de ciclismo, como Shauan (https://shauandebicicleta.wordpress.com/), Elvis Barbosa (https://blogdoalcaide.wordpress.com/), Mario Trindade (http://mariotrindadept.blogspot.com/) e Waldson Gutierres (http://pneunaestrada.blogspot.com/) .

Grande abraço e…

Para Vigo me voy!

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O Cicloturismo de Luto

Hoje, pela manhã, ao acessar as páginas dos jornais enquanto tomava café, tive a desagradável surpresa de ler sobre o acidente ocorrido com o casal de cicloturistas suecos em uma rodovia no estado do Acre na última terça-feira.

Lamentável… e meus mais profundos sentimentos à familia…

Karl Emil Andreas Börner, 25, e Johanna Charlotte Eklöf, 26, começaram sua cicloviagem em Ushuaia, Argentina, subindo em direção norte, passando pelo Chile, Bolívia e Peru. O destino final seria o Alaska, nos EUA. Eles haviam acabado de entrar no Brasil e trafegavam pela BR-317, na altura do município de Epitaciolândia, no Acre, quando foram atingidos pelo wolkswagen UP dirigido por José Ribamar Mendes Jr., 33, que estava acompanhado da mulher e voltava de uma viagem de compras à cidade boliviana de Cobija, aproximadamente às 10:30 da última terça-feira.

Karl Börner e Johanna Eklöf - Arquivo Pessoal/Fecebook/The Big Tripse

Karl Börner e Johanna Eklöf – Arquivo Pessoal/Fecebook/The Big Tripse

Segundo o delegado encarregado do caso, o motorista não estava embriagado e alegou que não viu os ciclistas, que ainda segundo o delegado, trafegavam pelo acostamento e foram colhidos por trás pelo veículo.

O casal mantinha um blog – THE BIG TRIP – onde contavam suas experiências de viagem.

Bah…

Utilizo a bicicleta como meio de transporte todos os dias, cobrindo uma média diária de 35km/dia, de segunda à sábado, num misto de trajeto urbano e rodovia, o que me faz, em termos de quilometragem mensal, quase um cicloturista.

Sempre procuro analisar os acidentes ciclísticos com os quais tenho contato. Sempre se pode aprender ou corrigir algum defeito ou vício de condução que por ventura estejamos cometendo, advertida, ou inadvertidamente, além de, claro, nos fazer lembrar que uma boa dose de medo é sempre bem vinda, pois nos impõe – ou relembra – nossos limites às vezes esquecidos.

Via de regra, acabo sempre constatando algum erro evidente, seja nosso (ciclistas), seja dos motoristas (geralmente alcoolizados). Um abuso aqui… Um risco mal calculado acolá… E vidas são perdidas.

Neste caso em particular, o mais doloroso é que os ciclistas trafegavam – segundo o próprio delegado do caso – de forma correta e tranqüila pelo acostamento da estrada. Uma lástima sem comentários…

Que nossa irmã Johanna descanse em paz. Se nos serve de consolo, ela fazia o que queria e o que gostava quando nos deixou. E uma vida sem riscos… não é vida.

Que nosso irmão Karl se recupere rápido, e possa decidir com calma sobre se levará adiante sua vida plena de aventuras ou não. Sua decisão será sempre respeitada.

Quanto à nós, bem… que Deus nos proteja e guie para podermos desfrutar em toda plenitude o indescritível prazer de cicloviajar, pois nas mãos dele repousa toda nossa sorte.

Uma grande abraço à todos.

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Vida de Triatleta

Uma aventura no mundo do Triathlon

A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen

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Só no Girinho

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O mundo da poesia

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A VIDA COMO ELA É

"Amor à Vida" é uma atitude que fala essencialmente da diversidade de famílias na atualidade e da forma como elas se relacionam entre si e com o mundo.

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Arte pelo Amor, Arte pelo Mundo, Arte pela Paz!

Pedalando com o Antigão.

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